ClaudIA Fisio
O blog da clínica de fisioterapia

Marcação pela internet em fisioterapia: como pô-la sem perder o controlo da agenda

Atualizado 2026-08-07 · 3 min de leitura

A objeção é razoável e repete-se em quase todas as clínicas: «não quero que qualquer um me encha a agenda». Por trás há três medos concretos —que as sessões se sobreponham, que alguém marque uma hora que não existe e que uma primeira avaliação acabe num horário de vinte minutos— e os três resolvem-se com a mesma ideia: a página não decide nada, a agenda continua a mandar.

1. Horas reais, por profissional e por tratamento

Uma primeira avaliação não dura o mesmo que uma sessão de acompanhamento, e há tratamentos que não são realizados por toda a equipa. Se a página mostrar horários de trinta minutos sem saber de que se trata nem quem o faz, o desacerto está garantido.

O correto é que a página pergunte à MESMA agenda que a equipa usa. Se o sistema que mostra as horas não for o que as marca, há duas versões da verdade e uma engana-se.

2. A primeira avaliação, a primeira da lista

Quem chega pela internet a uma clínica de fisioterapia quase nunca sabe que tratamento pedir. Se a primeira opção da lista for «punção seca», vai escolher algo ao acaso.

Pôr a primeira avaliação no topo, com uma linha que explique que é a consulta em que o fisioterapeuta decide o tratamento, resolve noventa por cento das marcações mal feitas.

3. O que a página NÃO deve perguntar

Nome, telefone e que tipo de marcação quer. E pouco mais. Uma página de marcação não é o sítio para pedir antecedentes, medicação nem descrições detalhadas do que dói: nem é preciso para marcar, nem é um canal adequado para esse tipo de dado.

Um campo livre de «motivo» está bem se for entendido como uma nota operacional para a equipa, curta e voluntária. Não como uma história.

4. Sem comissão por marcação

Os portais de marcação que cobram uma percentagem por paciente funcionam ao princípio e tornam-se caros precisamente quando a clínica vai bem. Além disso, o paciente que chega por aí é do portal, não da clínica: se um dia mudar de plataforma, a lista fica lá.

Uma página de marcação própria, no domínio da clínica, não tem esse problema. Os pacientes são da clínica e o custo não cresce com o sucesso.

5. Que se possa desligar sem drama

Há semanas em que não interessa: a equipa está no limite, alguém está de baixa, está-se a reorganizar a escala. Poder fechar a marcação pela internet durante algum tempo, ou deixar só a primeira avaliação disponível, é o que faz com que se use sem medo.

Como o faz a ClaudIA

A página de marcação sai da mesma agenda que o WhatsApp e o telefone: mesmos tratamentos, mesmas durações, mesmos horários e as mesmas ausências. O que não está livre não aparece, e o que se marca bloqueia a hora no momento em todos os canais.

Não há comissão por marcação: o plano é fixo e não muda por a clínica encher mais.

Perguntas que as clínicas fazem

Alguém pode marcar uma hora que já está ocupada? Não. As horas saem da agenda em tempo real e a marcação bloqueia-a no momento em todos os canais ao mesmo tempo.

É possível limitar que tratamentos se marcam pela internet? Sim. O habitual é deixar a primeira avaliação e as sessões de acompanhamento, e manter de fora o que exige falar antes.

Cobra comissão por paciente? Não. O plano é uma mensalidade fixa; não há percentagem por marcação nem por paciente novo.

E se a quiser desativar durante uma temporada? Desliga-se a partir do painel e a página deixa de oferecer horários. Os canais de WhatsApp e telefone continuam iguais.

Uma página de marcação no seu domínio, a marcar na agenda real, sem comissões
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