Atualizado 2026-09-26 · 5 min de leitura
Cada vez mais clínicas de fisioterapia dão aulas: Pilates, exercício terapêutico, escola de costas, pavimento pélvico. Têm sentido clínico —o paciente que termina o tratamento continua a fazer exercício orientado— e sentido de negócio: uma sala com seis ou oito pessoas ao mesmo tempo rende de forma diferente de uma marquesa.
E quase todas as clínicas as gerem fora da agenda. Um caderno com os nomes, um grupo de WhatsApp para avisar das mudanças, uma folha de cálculo para as mensalidades. Funciona enquanto a aula é uma. Quando são cinco por semana, com dois fisioterapeutas e um mês de agosto pelo meio, começa a falhar.
Porque é que as aulas ficam fora da agenda
Porque a maioria dos programas de clínica só conhece uma pessoa por hora. Se às dez há uma sessão, a hora está ocupada; pôr oito pessoas na mesma hora é, para esse programa, uma sobreposição. Por isso a aula regista-se como um bloqueio da fisioterapeuta, e quem vai a essa aula gere-se noutro sítio.
O custo disso não se vê até acontecer alguma coisa: a nona pessoa que se inscreve por WhatsApp numa aula que já estava cheia, o paciente que cancela e ninguém risca, a mensalidade que se cobrou duas vezes ou nenhuma.
O que precisa uma aula para funcionar
Uma aula não é mais do que uma sessão que admite várias pessoas ao mesmo tempo. Com isso à frente, o que precisa é pouco e concreto:
| O que precisa | Porquê |
|---|---|
| Um número de vagas | Para que ninguém entre a mais e para poder dizer quantas restam. |
| Um horário fixo | A aula existe às terças e quintas às 10:00 mesmo que ainda não haja ninguém inscrito. |
| Uma marcação por pessoa | Cada aluno com o seu lembrete, o seu cancelamento e o seu histórico. |
| Uma forma de cobrar a mensalidade | Mensal, sem uma folha à parte para acertar. |
| Uma vista do dia | Que aulas há, quantos vêm e quem cancelou. |
Uma marcação por pessoa, não uma lista de nomes
A decisão que mais simplifica tudo é tratar cada aluno como uma marcação, tal como um paciente de marquesa. Assim cada um recebe o seu lembrete, cancela só o seu sem mexer no resto e tem na sua ficha as aulas a que veio. A agenda junta essas marcações num só cartão —a aula das dez, seis de oito— e a fisioterapeuta vê o grupo sem perder as pessoas.
E quando alguém pergunta pela aula, a resposta sai daí: se há vagas diz-se quantas, e se está cheia diz-se que está completa, que não é o mesmo que «essa hora está ocupada». O que nunca se diz é quem vai nem quanta gente está inscrita.
A mensalidade, como um pacote
A mensalidade de Pilates não precisa de um sistema à parte. É um pacote de sessões com validade de um mês: vende-se no início do mês, desce sozinho cada vez que a pessoa vem, devolve-se se se marcar que não veio e avisa quando se esgota. A clínica que já trabalha com pacotes de sessões não tem de aprender nada novo.
Agosto, feriados e a aula que não enche
Um mês sem aula não se resolve apagando nada: desliga-se essa linha do horário e volta a ligar-se em setembro. Um dia solto retira-se bloqueando esse período, como qualquer outro. E a aula que vai vazia ou a que tem mais gente do que vagas têm de se ver assim que se abre a agenda, não no dia da aula.
Como se faz na ClaudIA
Na ClaudIA, na ficha do tratamento indica-se quantas pessoas se atendem ao mesmo tempo, e no seu quadro de horários que dias e a que hora se dá a aula e com que profissional. A partir desse momento a ClaudIA oferece exatamente esses horários por WhatsApp, por telefone e na página de marcação pela internet, diz quantas vagas restam e, quando enche, diz que está completa. A base de dados não deixa entrar uma pessoa a mais, mesmo que duas escrevam ao mesmo tempo.
O separador Aulas da agenda mostra cada aula do dia com a sua ocupação e um semáforo, e ao abri-la, quem vem, quem cancelou e quem faltou. A mensalidade gere-se como um pacote de sessões que caduca ao fim de um mês. Está tudo explicado na «ficha das aulas de grupo».
Perguntas que as clínicas fazem
É possível marcar aulas de Pilates por WhatsApp com a ClaudIA? Sim. A ClaudIA oferece os horários em que a aula existe segundo o seu quadro de horários, diz quantas vagas restam e, quando enche, diz que está completa. Também se marcam por telefone e na página de marcação pela internet.
Pode entrar uma pessoa a mais se duas escreverem ao mesmo tempo? Não. O limite de vagas é imposto pela base de dados, não só pela conversa: se duas pessoas pedirem a última vaga ao mesmo tempo, uma entra e à outra oferece-se outra aula.
Como se cobra a mensalidade? Como um pacote de sessões com validade de um mês: vende-se a partir da caixa, desce sozinho quando a pessoa vem, devolve-se se se marcar que não veio e avisa quando se esgota.
A ClaudIA diz quem mais vai à aula? Não. Diz quantas vagas restam ou que a aula está completa, e nunca quem vai nem quanta gente está inscrita. Essa informação só a vê a equipa no separador Aulas da agenda.